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As lesões mais comuns no esporte

Seja no treino ou durante a competição, atletas estão sujeitos aos mais diversos tipos de lesão, em diferentes partes do corpo. Riscos ainda maiores quando não há o devido acompanhamento por médicos do esporte e outros profissionais de saúde.

Os motivos para o surgimento de lesões são variados e incluem fraqueza dos músculos, tendões e ligamentos, métodos de treinamento incorretos (incluindo overtraining) e anomalias estruturais que forçam mais determinadas partes do corpo em detrimento de outras. As consequências vão desde dor e desconforto até a incapacidade de treinar ou praticar o esporte. Por isso, é fundamental investir em prevenção.

Confira, a seguir, as 10 lesões mais comuns em praticantes de esportes.

Entorse

Tipo de lesão mais frequente no meio esportivo, é provocada por uma excessiva distensão dos ligamentos e das demais estruturas que garantem a estabilidade da articulação. Pode ocorrer devido a movimentos bruscos, traumatismos, má colocação do pé ou um simples tropeço, de modo que a articulação seja forçada a realizar um movimento para o qual não está habilitada. Os órgãos mais afetados são tornozelo (tibiotársica) e joelho, especialmente em tenistas e jogadores de vôlei e handebol. Já no futebol, entorse de joelho com ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) é a lesão incapacitante mais comum, ao lado de problemas nos meniscos.

Contusão

Resultado de um forte impacto em qualquer parte do corpo, pode causar lesão nos tecidos moles da superfície, músculos, tendões ou ligamentos articulares. Algumas vezes, a lesão é profunda, tornando mais complexo determinar sua extensão. No entanto, a maioria dos casos não é grave e responde bem a medidas clínicas: descanso, aplicação de gelo, compressão e elevação da área lesada. É mais comum em esportes de queda, como futebol e basquete.

Cãibra

Contração muscular involuntária que acontece quando há uma atividade física intensa. O paciente sente fisgada no músculo e dor na região. Pode ser provocada, entre outras causas, por acúmulo de ácido lático ou alteração no metabolismo de elementos como potássio e cálcio. Algumas recomendações para evitar cãibras musculares são hidratar-se bem e consumir alimentos ricos em potássio, como banana e batata não descascada.

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Luxação

Ocorre quando uma força violenta atua direta ou indiretamente numa articulação, empurrando o osso para uma posição anormal. Embora, de forma leiga, possa ser apontado como algo simples, às vezes é mais grave do que uma fratura. Por esse motivo, requer cuidados médicos urgentes. Além disso, o paciente precisa de repouso e fisioterapia, para não perder a capacidade de locomoção.

Fratura por estresse

Lesão decorrente da utilização excessiva do osso, que, não suportando a pressão, sofre uma fissura. Os ossos das pernas e dos pés são os mais sujeitos a fraturas por estresse. Na maioria das vezes, a sobrecarga acontece por causa do aumento da intensidade do treino ou do começo da prática esportiva sem a devida orientação profissional. Entretanto, o paciente acometido por essa lesão, provavelmente, já apresentava algum grau de fraqueza muscular. Outras possíveis causas incluem variáveis genéticas e alterações hormonais. Além de tudo isso, é importante ficar atento a fatores como o peso do atleta, o terreno onde desenvolve a atividade e o calçado utilizado.

Estiramento e distensão muscular

Ambos ocorrem devido ao alongamento excessivo do músculo, mas em locais diferentes: enquanto o estiramento acomete as fibras musculares, a distensão pode ser definida como uma lesão na junção músculo-tendínea ou no tendão. A classificação também é a mesma: pode não haver ruptura do tecido, ruptura parcial ou completa. Distensões musculares são as lesões mais frequentes em jogadores de futebol e ginastas. Recomendações iniciais incluem repouso, gelo, compressão e elevação. Anti-inflamatórios e fisioterapia podem ser necessários, bem como cirurgia, nos casos mais graves.

Tendinite

Inflamação do tendão, em consequência da repetição excessiva de movimentos. Muito comum em atletas que estressam demais alguma articulação, pode ser confundida com bursite. Jogadores de tênis e golfe, assim como nadadores, estão mais sujeitos a tendinites nos braços e ombros. Por sua vez, praticantes de basquete, futebol, corrida e ginástica tendem a apresentar o problema nas pernas e nos pés. Se um atleta continuar forçando um tendão inflamado e a estrutura se romper, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.

Bursite

Trata-se da inflamação de uma bolsa sinovial, saco membranoso revestido por células endoteliais cuja função é evitar o atrito entre duas estruturas – por exemplo, tendão e osso ou tendão e músculo – ou proteger as proeminências ósseas. Uma pancada ou a utilização excessiva podem fazer com que a bursa de ombros, cotovelos, anca, joelhos e tornozelos inche. O problema, que pode aparecer junto a uma tendinite, normalmente é aliviado com repouso e compressas frias. Outras eventuais medidas incluem medicamentos anti-inflamatórios, fisioterapia e, em casos mais graves, aspiração e cirurgia.

Lombalgia

Conjunto de manifestações dolorosas que acometem a região lombar. Bastante frequentes e normalmente negligenciadas pelos pacientes, as lombalgias podem ser consideradas uma das campeãs de queixas em consultórios de médicos do esporte. Existem diferentes tipos, como hérnias de disco e traumas nos discos vertebrais, que podem surgir em pontos específicos da coluna. Muitas dessas lesões, que se caracterizam pela intensidade da dor, ocorrem na musculação, quando o praticante levanta pesos incorretamente. Outra vítima frequente são os nadadores.

Traumatismo craniano

Lesão no cérebro causada normalmente por uma pancada na cabeça. Causa desorientação, visão deturpada, dor, tontura, desequilíbrio, náuseas e dificuldade de concentração. É mais comum em esportes de contato, como futebol, boxe, hóquei e rúgbi. Ainda que muitas pessoas se recuperem bem ao fim de algumas semanas, outras podem sofrer danos permanentemente. Após uma ocorrência, é recomendado descanso total; dependendo da gravidade da lesão, pode ser necessário o afastamento do esporte por alguns meses.

Fontes: Atlas da Saúde, Portal da Educação Física, Terra, Hospital São Camilo, ActMed, Revista Saúde, Ativo, Reabilite-se

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