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ACSM lança novas diretrizes para teste de esforço

Está previsto para 1º de fevereiro o lançamento da 11ª edição das “Diretrizes do ACSM para os Testes de Esforço e sua Prescrição”. A publicação é considerada referência nas áreas de Medicina Esportiva, Ciência do Esporte e Condicionamento Físico, além de ser o principal título do portfólio de livros do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM, na sigla em inglês).
Com seu primeiro número lançado em 1975, as diretrizes são atualizadas a cada quatro ou seis anos – a 10ª edição é de 2017 – por especialistas em Medicina Esportiva, a fim de garantir que o conteúdo esteja atualizado e atenda as necessidades dos profissionais. Segundo a ACSM, ao longo desses 46 anos, o livro manteve seu status como o conjunto de diretrizes mais amplamente divulgado para quem trabalha com exercício. É também “um recurso definitivo do setor e usado em sala de aula, para preparação de certificação e na prática”.

Em entrevista ao site do ACSM, o editor sênior da mais recente edição das diretrizes, o fisiologista clínico do exercício Gary Liguori, comenta as novidades da 11ª edição. Confira a seguir alguns trechos. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra (em inglês).
 
Como sua equipe integrou as atualizações do setor no livro?
Tal como acontece em cada nova edição, os editores e colaboradores da 11ª integraram as recomendações mais atualizadas do ACSM e outras declarações científicas de organizações profissionais relevantes, tornando as Diretrizes o recurso mais atual para testes de esforço e sua prescrição. Além disso, as diretrizes e recomendações mais recentes disponíveis, incluindo as Diretrizes de Atividade Física para Americanos, de 2018, foram integradas ao texto.
Em termos de conteúdo, que mudança pode ser destacada?
Esta edição das Diretrizes apresenta um capítulo inteiramente novo focado no papel do exercício em condições que afetam o cérebro. O capítulo 11 inclui paralisia cerebral, doença de Parkinson, deficiência intelectual e síndrome de Down, que estavam na 10ª edição, e agora inclui uma nova cobertura sobre transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), doença de Alzheimer, ansiedade e depressão e transtorno do espectro autista (TEA). O objetivo de adicionar este capítulo é apresentar as evidências mais atuais e estratégias específicas para essas condições cada vez mais presentes, fornecendo, assim, uma preparação oportuna e relevante.
Os leitores encontrarão mudanças organizacionais na publicação?
Nesta 11ª edição, o que agora é o capítulo 2 esclarece a recomendação para triagens de avaliação pré-exercício. Este capítulo também inclui orientações específicas para consentimento informado, triagem de saúde pré-participação, o processo de triagem de pré-participação do ACSM (…) e avaliação do fator de risco de doença cardiovascular.

Há atualizações de diretrizes mais amplas incorporadas às recomendações da nova edição?
Para cobertura cardiovascular, fizemos alterações em dois capítulos; especificamente, no capítulo 8, “Prescrição de Exercícios para Indivíduos com Doenças Cardiovasculares e Pulmonares”, incluímos orientações atualizadas para o paciente pós-cirurgia de revascularização miocárdica, em relação a menos restrições ao movimento do braço, incentivando a grande maioria dos indivíduos a iniciar o movimento do braço imediatamente após a cirurgia, dentro do razoável, é claro. Também revisamos o capítulo 9, “Prescrição de Exercícios para Indivíduos com Doenças Metabólicas e Fatores de Risco de Doenças Cardiovasculares”, para incluir diretrizes atualizadas de hipertensão.
Que contribuições foram usadas nesta nova edição?
Com base no feedback de alunos e professores (…), percebemos que queríamos fazer revisões significativas nos apêndices. Decidimos integrar as informações do apêndice “Medicamentos Comuns” diretamente no texto do capítulo, sempre que apropriado, e também consultamos vários médicos para entender quais eram os medicamentos mais comuns que os profissionais do exercício provavelmente encontrariam na prática de rotina. Isso resultou em uma seção de medicação significativamente mais curta no apêndice final, que será muito mais fácil para os alunos consultarem.

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